domingo, 8 de dezembro de 2013

Solidos Geométricas, Figuras Geométricas Espaciais

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                                                             Trabalho de Matemática

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Atividade de Revisão

Exercícios: concordância verbal I

1- Nas frases a seguir, efetue a concordância, escolhendo a forma verbal adequada:
a- A maioria dos políticos ___________ contra . (votou/votaram)
b- Uma multidão de torcedores ___________. (gritava/gritavam)
c- Um enxame __________ no telhado. (pousou/pousaram)
d- Um enxame de abelhas africanas ___________no telhado. (pousou/pousaram)
e- A maioria dos custos ____________________. (seria revista/ seria revistos)
f- A maioria ali ____________ a reforma. (apoiou/apoiaram)
g- Cerca de vinte pessoas ___________ na delegacia. (acabou/acabaram)
h- Mais de um policial ____________ no local. (esteve/estiveram)
i- 20% dos municípios não _____________ acertar as contas com o Estado. (conseguiu/conseguiram)
j- 80% da Mata Atlântica não ______________à ação do homem. (resistiu/resistiram)
k- 1% dos eleitores, apenas, ______________ em partidos de direita. (votou/votaram)
l- Ele foi um dos que ________________ pelos nossos direitos. (lutou/lutaram)
m- Ana foi uma das que _____________ no vestibular. (passou/passaram)
n- Minas Gerais _______________ grandes escritores. (tem/têm)
o- Os Sertões ______________ muitos historiadores. (influenciou/influenciaram)
p- Os Estados Unidos ______________ o Iraque. (invadiu/invadiram)
q- Poucos de nós _____________ o dinheiro. (conseguirão/conseguiremos)
r- Alguns de nós _____________ escalados para entregar o prêmio. ( foram/fomos)
s- Qual de nós _____________ o exercício? (fará/farão/faremos)
t- Nenhum dos presentes ____________ abrir a boca. (ousou/ousaram)
u- Fui eu que __________ os exercícios. (fiz/fez)
v- Fomos nós quem _____________  o quadro.(pintou/pintamos)

2- Complete as frases seguintes com a forma apropriada do verbo SER, no presente do indicativo:

a- Mariana ______________ as alegrias da mãe.
b- Vidas Secas ___________ uma obra muito conhecida de todos.
c- As tristezas da família ___________ as peripécias do filho.
d- Os responsáveis pelo trabalho ___________ sempre nós.
e- Hoje _________ dia 13 de setembro.
f- Hoje ________ 28 de maio.
g- Seu problema ___________ eu?
h- O país __________ nós. Nós ________ a nação brasileira.
i- _________ exatamente vinte para as três.
j- Aquilo __________atitudes típicas de adolescente.

3- Que diferenças de sentidos há entre as frases de cada par?

a- A vida é os conflitos diários.
b- A vida são os conflitos diários.
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c- João com seu amigo lideraram a greve.
d- João, com seu amigo, liderou a greve.
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Concordância Verbal

Concordância Verbal

Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com o seu sujeito.
Exemplos:

Ele gostava daquele seu jeito carinhoso de ser./ Eles gostavam daquele seu jeito carinhoso de ser.

Casos de concordância verbal:

1) Sujeito simples

Regra geral: 
O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.

Ex.: Nós vamos ao cinema.
O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para concordar com o sujeito (nós).

Casos especiais:

a) O sujeito é um coletivo - o verbo fica no singular.

Ex.: A multidão gritou pelo rádio.

Atenção:
Se o coletivo vier especificado, o verbo pode ficar no singular ou ir para o plural.

Ex.: A multidão de fãs gritou./ A multidão de fãs gritaram.

b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria, etc.) – o verbo fica no singular ou vai para o plural.

Ex.: A maioria dos alunos foi à excursão./ A maioria dos alunos foram à excursão.

c) O sujeito é um pronome de tratamento - o verbo fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural).

Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Altezas pediram silêncio.

d) O sujeito é o pronome relativo "que" – o verbo concorda com o antecedente do pronome.

Ex.: Fui eu que derramei o café./ Fomos nós que derramamos o café.

e) O sujeito é o pronome relativo "quem" - o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o antecedente do pronome.

Ex.: Fui eu quem derramou o café./ Fui eu quem derramei o café.

f) O sujeito é formado de nomes que só aparecem no plural - se o sujeito não vier precedido de artigo, o verbo ficará no singular. Caso venha antecipado de artigo, o verbo concordará com o artigo.

Ex.: Estados Unidos é uma nação poderosa./ Os Estados Unidos são a maior potência mundial.

g)O sujeito tiver por núcleo a palavra gente (sentido coletivo) - o verbo poderá ser usado no singular ou plural, se este vier afastado do substantivo.

Ex.: A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanece em casa./ A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanecem em casa.

2) Sujeito composto

Regra geral
O verbo vai para o plural. 

Ex.: João e Maria foram passear no bosque.

Casos especiais:

a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas gramaticais diferentes - 
o verbo ficará no plural seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª, 2ª e 3ª pessoa.

Ex.: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos (1ª pessoa plural) amigos.
O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.

Ex: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis (2ª pessoa do plural) amigos.
O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.

Atenção:
No caso acima, também é comum a concordância do verbo com a terceira pessoa.

Ex.: Tu e ele se tornarão amigos. (3ª pessoa do plural)

Se o sujeito estiver posposto, permite-se também a concordância por atração com o núcleo mais próximo do verbo.

Ex.: Irei eu e minhas amigas.

Atenção:

Se o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância por atração com o núcleo mais próximo do verbo.

Ex.: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.


Outros casos:

1) Partícula “SE”:

a - Partícula apassivadora: 
o verbo ( transitivo direto) concordará com o sujeito passivo.

Ex.: Vende-se carro./ Vendem-se carros

b- Índice de indeterminação do sujeito: o verbo (transitivo indireto) ficará, obrigatoriamente, no singular.
Exemplos:

Precisa-se de secretárias.
Confia-se em pessoas honestas.

2) Verbos impessoais

São aqueles que não possuem sujeito. Portanto, ficarão sempre na 3ª pessoa do singular.
Exemplos:

Havia sérios problemas na cidade.
Fazia quinze anos que ele havia parado de estudar.
Deve haver sérios problemas na cidade.
Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar.

Dicas:
Os verbos auxiliares (deve, vai) acompanham os verbos principais.
O verbo existir não é impessoal. Veja:

Existem sérios problemas na cidade.
Devem existir sérios problemas na cidade.

3) Verbos dar, bater e soar

Quando usados na indicação de horas, possuem sujeito (relógio, hora, horas, badaladas...), e com ele devem concordar. 
Exemplos:

O relógio deu duas horas.
Deram duas horas no relógio da estação.
Deu uma hora no relógio da estação.
O sino da igreja bateu cinco badaladas.
Bateram cinco badaladas no sino da igreja.
Soaram dez badaladas no relógio da escola

Figuras de Linguagem

As figuras de linguagem ou de estilo são empregadas para valorizar o texto, tornando a linguagem mais expressiva. É um recurso lingüístico para expressar experiências comuns de formas diferentes, conferindo originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso.
As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as produz, traduzindo particularidades estilísticas do autor. A palavra empregada em sentido figurado, não- denotativo, passa a pertencer a outro campo de significação, mais amplo e criativo.
As figuras de linguagem classificam-se em:
a) figuras de palavra;
b) figuras de harmonia;
c) figuras de pensamento;
d) figuras de construção ou sintaxe.

FIGURAS DE PALAVRA
As figuras de palavra são figuras de linguagem que consistem no emprego de um termo com sentido diferente daquele convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito mais expressivo na comunicação.
São figuras de palavras:
             a) comparação       e) catacrese
             b) metáfora             f) sinestesia 
             c) metonímia          g) antonomásia
             d) sinédoque          h) alegoria
Comparação: Ocorre comparação quando se estabelece aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados por conectivos comparativos explícitos - feito, assim como, tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem - e alguns verbos - parecer, assemelhar-se e outros.
Exemplos: "Amou daquela vez como se fosse máquina.
                        Beijou sua mulher como se fosse lógico.
Metáfora: Ocorre metáfora quando um termo substitui outro através de uma relação de semelhança resultante da subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo não está expresso, mas subentendido.
Exemplo: "Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair pérolas, que é a razão."
Metonímia: Ocorre metonímia quando há substituição de uma palavra por outra, havendo entre ambas algum grau de semelhança, relação, proximidade de sentido ou implicação mútua. Tal substituição fundamenta-se numa relação objetiva, real, realizando-se de inúmeros modos:
           http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gifa causa pelo efeito e vice-versa:
            "E assim o operário ia
            Com suor e com cimento 2
            Erguendo uma casa aqui
            Adiante um apartamento."
            2 Com trabalho.
          http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gifo lugar de origem ou de produção pelo produto:
            Comprei uma garrafa do legítimo porto 3.
            3 O vinho da cidade do Porto.
           http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gifo autor pela obra:
            Ela parecia ler Jorge Amado 4.
            4 A obra de Jorge Amado.
           http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gifo abstrato pelo concreto e vice-versa:
            Não devemos contar com o seu coração 5.
               5 Sentimento, sensibilidade.
Sinédoque: Ocorre sinédoque quando há substituição de um termo por outro, havendo ampliação ou redução do sentido usual da palavra numa relação quantitativa. Encontramos sinédoque nos seguintes casos:
http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gifo todo pela parte e vice-versa:
"A cidade inteira 1 viu assombrada, de queixo caído, o pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos 2 de seu cavalo."
  1 O povo.       2 Parte das patas.
http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gifo singular pelo plural e vice-versa:
O paulista 3 é tímido; o carioca 4, atrevido.
  3 Todos os paulistas4 Todos os cariocas.
http://www.coladaweb.com/porgramatica/confirmado.gifo indivíduo pela espécie (nome próprio pelo nome comum):
Para os artistas ele foi um mecenas 5.
   5 Protetor.
Modernamente, a metonímia engloba a sinédoque.
Catacrese: A catacrese é um tipo de especial de metáfora, "é uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente nenhum vestígio de inovação, de criação individual e pitoresca. É a metáfora tornada hábito lingüístico, já fora do âmbito estilístico."  (Othon M. Garcia)
Exemplos: folhas de livro, pele de tomate, dente de alho, montar em burro, céu da boca, cabeça de prego, mão de direção, ventre da terra, asa da xícara, sacar dinheiro no banco.
Sinestesia: A sinestesia consiste na fusão de sensações diferentes numa mesma expressão. Essas sensações podem ser físicas (gustação, audição, visão, olfato e tato) ou psicológicas (subjetivas).
Exemplo: "A minha primeira recordação é um muro velho, no quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no reboco e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha verde [sensação visual] e úmida, macia [sensações táteis], quase irreal."   (Augusto Meyer)
Antonomásia: Ocorre antonomásia quando designamos uma pessoa por uma qualidade, característica ou fato que a distingue.
Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido, alcunha ou cognome, cuja origem é um aposto (descritivo, especificativo etc.) do nome próprio.
Exemplos:
"E ao rabi simples1, que a igualdade prega,
Rasga e enlameia a túnica inconsútil;
 1 Cristo
Pelé (= Edson Arantes do Nascimento)
O poeta dos escravos (= Castro Alves)
O Dante Negro (= Cruz e Souza)
O Corso (= Napoleão)
Alegoria: A alegoria é uma acumulação de metáforas referindo-se ao mesmo objeto; é uma figura poética que consiste em expressar uma situação global por meio de outra que a evoque e intensifique o seu significado. Na alegoria, todas as palavras estão transladadas para um plano que não lhes é comum e oferecem dois sentidos completos e perfeitos - um referencial e outro metafórico.
Exemplo: "A vida é uma ópera, é uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimários, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários. Há coros numerosos, muitos bailados, e a orquestra é excelente... (Machado de Assis)

FIGURAS DE HARMONIA
Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos produzidos na linguagem quando há repetição de sons ou, ainda, quando se procura "imitar"sons produzidos por coisas ou seres.
As figuras de linguagem de harmonia ou de som são: 
            a) aliteração               c) assonância
            b) paronomásia           d) onomatopéia 
Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da mesma consoante ou de consoantes similares, geralmente em posição inicial da palavra.
Exemplo: "Toda gente homenageia Januária na janela."
Assonância: Ocorre assonância quando há repetição da mesma vogal ao longo de um verso ou poema.
Exemplo: "Sou Ana, da cama
               
da cana, fulana, bacana
               
Sou Ana de Amsterdam."
Paronomásia: Ocorre paronomásia quando há reprodução de sons semelhantes em palavras de significados diferentes.
Exemplo: "Berro pelo aterro pelo desterro
               
berro por seu berro pelo seu erro
                     quero que você ganhe que você me apanhe
                      sou o seu bezerro gritando mamãe."
Onomatopéia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras imita um ruído ou som.
Exemplo: "O silêncio fresco despenca das árvores.
                Veio de longe, das planícies altas,
                Dos cerrados onde o guaxe passe rápido...
                Vvvvvvvv... passou."

FIGURAS DE PENSAMENTO
As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico.
São figuras de linguagem de pensamento: 
            a) antítese         d) apóstrofe      g) paradoxo
         
   b) eufemismo    e) gradação       h) hipérbole
           
c) ironia             f) prosopopéia   i) perífrase
Antítese: Ocorre antítese quando há aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos.
Exemplo: "Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições trocadas. Uns nos querem mal, e fazem-nos bem. Outros nos almejam o bem, e nos trazem o mal." (Rui Barbosa)
Apóstrofe: Ocorre apóstrofe quando há invocação de uma pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática e é utilizada para dar ênfase à expressão.
Exemplo: "Deus! ó Deus! onde estás, que não respondes?" (Castro Alves)
Paradoxo: Ocorre paradoxo não apenas na aproximação de palavras de sentido oposto, mas também na de idéias que se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma verdade enunciada com aparência de mentira. Oxímoro (ou oximoron) é outra designação para paradoxo.
Exemplo: "Amor é fogo que arde sem se ver;
                É ferida que dói e não se sente;
                É um contentamento descontente;
                É dor que desatina sem doer;" (Camões)
Eufemismo: Ocorre eufemismo quando uma palavra ou expressão é empregada para atenuar uma verdade tida como penosa, desagradável ou chocante.
Exemplo: "E pela paz derradeira1 que enfim vai nos redimir Deus lhe pague" (Chico Buarque)
               1 paz derradeira: morte
Gradação: Ocorre gradação quando há uma seqüência de palavras que intensificam uma mesma idéia.
Exemplo: "Aqui... além... mais longe por onde eu movo o passo." (Castro Alves)
Hipérbole: Ocorre hipérbole quando há exagero de uma idéia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de impacto.
Exemplo: "Rios te correrão dos olhos, se chorares!" (Olavo Bilac)
Ironia:  Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, pela contradição de termos, sugere-se o contrário do que as palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa ou sarcástica.
Exemplo: "Moça linda, bem tratada,
                três séculos de família,
                burra como uma porta:
                um amor." (Mário de Andrade)
Prosopopéia:  Ocorre prosopopéia (ou animização ou personificação) quando se atribui movimento, ação, fala, sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a seres inanimados ou imaginários.
Também a atribuição de características humanas a seres animados constitui prosopopéia o que é comum nas fábulas e nos apólogos, como este exemplo de Mário de Quintana: "O peixinho (...) silencioso e levemente melancólico..."
Exemplos: "... os rios vão carregando as queixas do caminho." (Raul Bopp)
                   Um frio inteligente (...) percorria o jardim..."  (Clarice Lispector)
Perífrase: Ocorre perífrase quando se cria um torneio de palavras para expressar algum objeto, acidente geográfico ou situação que não se quer nomear.
Exemplo: "Cidade maravilhosa
                 Cheia de encantos mil
                 Cidade maravilhosa
                Coração do meu Brasil." (André Filho)

FIGURAS DE SINTAXE
As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a desvios em relação à concordância entre os termos da oração, sua ordem, possíveis repetições ou omissões.
Elas podem ser construídas por:
a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma;
b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto;
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage;
d) ruptura: anacoluto;
e) concordância ideológica: silepse. 

Portanto, são figuras de linguagem de construção ou sintaxe
             a) assíndeto        e) elipse            i) zeugma
            
b) anáfora            f) pleonasmo     j) polissíndeto
  
          c) anástrofe         g) hiperbato       l) sínquise
            
d) hipálage          h) anacoluto     m) silepse

Assíndeto: Ocorre assíndeto quando orações ou palavras deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas, aparecem justapostas ou separadas por vírgulas.
Exigem do leitor atenção maior no exame de cada fato, por exigência das pausas rítmicas (vírgulas).
Exemplo: "Não nos movemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, fundindo-se." (Machado de Assis)
Elipse: Ocorre elipse quando omitimos um termo ou oração que facilmente podemos identificar ou subentender no contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, conjunções, preposições ou verbos. É um poderoso recurso de concisão e dinamismo.
Exemplo: "Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias coloridas." 
                   1
Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de sandálias...)
Zeugma: Ocorre zeugma quando um termo já expresso na frase é suprimido, ficando subentendida sua repetição.
Exemplo: "Foi saqueada a vida, e assassinados os partidários dos Felipes." 1
                   1 Zeugma do verbo: "e foram assassinados..."
Anáfora: Ocorre anáfora quando há repetição intencional de palavras no início de um período, frase ou verso.
Exemplo: "Depois o areal extenso...
                Depois o oceano de pó...
                Depois no horizonte imenso
                Desertos... desertos só..." (Castro Alves)
Pleonasmo: Ocorre pleonasmo quando há repetição da mesma idéia, isto é, redundância de significado.
a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras redundantes para reforçar uma idéia, tanto do ponto de vista semântico quanto do ponto de vista sintático. Usado como um recurso estilístico, enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem.
Exemplo: "Iam vinte anos desde aquele dia
                Quando com os olhos eu quis ver de perto
                 Quando em visão com os da saudade via." (Alberto de Oliveira)
                "Ó mar salgado, quando do teu sal
                   São lágrimas de Portugal" (Fernando Pessoa)
b) Pleonasmo vicioso: É o desdobramento de idéias que já estavam implícitas em palavras anteriormente expressas. Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de reforço de uma idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do sentido real das palavras.
Exemplos: subir para cima, entrar para dentro, repetir de novo, ouvir com os ouvidos, hemorragia de sangue, monopólio exclusivo, breve alocução, principal protagonista
Polissíndeto: Ocorre polissíndeto quando há repetição enfática de uma conjunção coordenativa mais vezes do que exige a norma gramatical ( geralmente a conjunção e). É um recurso que sugere movimentos ininterruptos ou vertiginosos.
Exemplo: "Vão chegando as burguesinhas pobres,
                e as criadas das burguesinhas ricas
                e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza." (Manuel Bandeira)
Anástrofe: Ocorre anástrofe quando há uma simples inversão de palavras vizinhas (determinante / determinado).
Exemplo: "Tão leve estou 1 que nem sombra tenho." (Mário Quintana)
                1 Estou tão leve...
Hipérbato: Ocorre hipérbato quando há uma inversão completa de membros da frase.
Exemplo: "Passeiam à tarde, as belas na Avenida. " 1 (Carlos Drummond de Andrade)
               1 As belas passeiam na Avenida à tarde.
Sínquise: Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta de distantes partes da frase. É um hipérbato exagerado.
Exemplo: "A grita se alevanta ao Céu, da gente. " 1  (Camões)
                1 A grita da gente se alevanta ao Céu.
Hipálage: Ocorre hipálage quando há inversão da posição do adjetivo: uma qualidade que pertence a uma objeto é atribuída a outro, na mesma frase. 
Exemplo: "... as lojas loquazes dos barbeiros." 2 (Eça de Queiros)
                2 ... as lojas dos barbeiros loquazes.
Anacoluto: Ocorre anacoluto quando há interrupção do plano sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a seqüência lógica. A construção do período deixa um ou mais termos - que não apresentam função sintática definida - desprendidos dos demais, geralmente depois de uma pausa sensível.
Exemplo: "Essas empregadas de hoje, não se pode confiar nelas." (Alcântara Machado)
Silepse: Ocorre silepse quando a concordância não é feita com as palavras, mas com a idéia a elas associada.
a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre os gêneros gramaticais (feminino ou masculino).
Exemplo: "Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito." (Guimarães Rosa) 
b) Silepse de número: Ocorre quando há discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural).
Exemplo: Corria gente de todos lados, e gritavam." (Mário Barreto) 
c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve se inclui no sujeito enunciado.
Exemplo: "Na noite seguinte estávamos reunidas algumas pessoas." (Machado de Assis)